Limites pessoais: ponto de encontro e negociação
- Adelice Pereira

- 16 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de dez. de 2025
Identificar limites pessoais é um exercício de autorresponsabilidade e de autocuidado, mas também de conexão. Limites não são o fim do território, pois é na fronteira que o encontro acontece, são o ponto de contato e negociação, de abertura para si e para o outro. Nesse sentido, o reconhecimento de um limite e a comunicação cuidadosa reserva a possibilidade de escuta e de criação de algo novo.
Limites pessoais são as barreiras saudáveis que cada pessoa estabelece para proteger seu bem-estar físico, emocional, mental e sexual. Eles definem o que é confortável ou não, o que você está disposto(a) a aceitar em suas relações e o que precisa para se sentir seguro(a), respeitado(a) e autêntico(a).
Identificar um limite a comunicá-lo pode criar um terreno fértil na construção de vínculos de confiança, alicerçados na ideia primordial de que estamos continuamente aprendendo sobre nós mesmos, sobre o outro e sobre a relação, sem esquecer que a vida está sempre a postos para nos apresentar experiências inéditas que vão suscitar reflexões e construções também inéditas.
Se você sente que reconhecer e comunicar limites é desafiador, talvez seja interessante olhar para a sua história de vida com o objetivo de identificar como você foi ensinado a interagir com as próprias emoções e limites.
Como seus cuidadores reagiam quando você demonstrava tristeza, raiva ou frustração?
Havia espaço para você expressar emoções ou elas eram silenciadas?
Quais emoções eram aceitas? Quais eram consideradas “feias” ou “erradas”?
Você se sentia ouvida(o)? Seus limites foram respeitados na infância e adolescência?
Essas perguntas podem ajudar a perceber onde está alicerçada a forma como nos relacionamos com os limites do outro, e com os nossos. É possível desenvolver novas habilidades relacionais, atualizadas e autênticas. Lembre-se: limites não são muros, são bordas vivas e pontos de encontro entre você e o outro.


