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Tudo que temos para oferecer ao mundo é quem somos hoje

Atualizado: 30 de dez. de 2025

Culpa, vergonha, sensação de não merecimento, somos criaturas ruminativas sobre nossos erros, quanta angústia por este tempo que não volta e que nunca foi embora. 


Quando partes da nossa história não são compreendidas, elas podem seguir atuando em silêncio, como se algo em nós precisasse ser rejeitado. Cuidar de si é também sobre esse movimento delicado, de olhar para os próprios erros sem se confundir com eles.


Dar nome, reconhecer consequências, assumir responsabilidades e reparar: é possível um movimento criativo a partir dos desacertos. 


Não precisamos romancear o passado, (mas se quiser pode) nem apagá-lo, afinal, quem somos hoje não existe apesar do que aconteceu, mas também por causa disso.  


Não há versão atual sem o percurso que nos trouxe até aqui, talvez o amadurecimento também esteja em sustentar a imperfeição que nos formou e uma decisão consciente de não se definir apenas pelo passado. 


Tudo que temos para oferecer ao mundo é quem somos hoje,

e isso é muito! 

 
 
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