O que você tem feito com os seus desacertos? O erro como matéria-prima
Atualizado: 4 de ago.
Culpa, vergonha, sensação de não merecimento, somos criaturas ruminativas sobre nossos erros, quanta angústia por este tempo que, embora não volte, parece nunca ter ido embora.
Quando partes da nossa história não são compreendidas e integradas, elas podem seguir sendo sentidas, como se algo em nós precisasse ser rejeitado. Cuidar de si também envolve esse movimento delicado, de olhar para os próprios erros sem se confundir com eles.
Dar nome, reconhecer consequências, assumir responsabilidades e, se possível, reparar: eu acredito em um movimento criativo a partir dos desacertos. Ser criativo, aqui, pede uma postura ativa de construção da própria vida e seus sentidos. É entender que o erro é matéria-prima.
Não precisamos romancear o passado, mas se quiser, pode! não sou eu quem vai determinar como você conta a sua historia, a escolha é sua. O que importa é não precisar rejeita-la para seguir. Afinal, quem somos hoje não existe apesar do que aconteceu, mas também por causa disso.
Não há versão atual sem o percurso que nos trouxe até aqui, talvez o amadurecimento também esteja em sustentar a imperfeição que nos formou e uma decisão consciente de não se definir apenas pelo passado.



