Tudo que temos para oferecer ao mundo é quem somos hoje
- Adelice Pereira

- 20 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 30 de dez. de 2025
Culpa, vergonha, sensação de não merecimento, somos criaturas ruminativas sobre nossos erros, quanta angústia por este tempo que não volta e que nunca foi embora.
Quando partes da nossa história não são compreendidas, elas podem seguir atuando em silêncio, como se algo em nós precisasse ser rejeitado. Cuidar de si é também sobre esse movimento delicado, de olhar para os próprios erros sem se confundir com eles.
Dar nome, reconhecer consequências, assumir responsabilidades e reparar: é possível um movimento criativo a partir dos desacertos.
Não precisamos romancear o passado, (mas se quiser pode) nem apagá-lo, afinal, quem somos hoje não existe apesar do que aconteceu, mas também por causa disso.
Não há versão atual sem o percurso que nos trouxe até aqui, talvez o amadurecimento também esteja em sustentar a imperfeição que nos formou e uma decisão consciente de não se definir apenas pelo passado.
Tudo que temos para oferecer ao mundo é quem somos hoje,
e isso é muito!


